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	<title>GASNova</title>
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	<description>Grupo de Acção Social</description>
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		<title>Sala cheia e coração preenchido</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 22:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que entrei para o GASNova senti a magia – a presença das pessoas, com tudo o que são e vivem, e a entrega ao mundo incondicional. É o que me move. Ainda assim, não queria acreditar quando entrei na sessão de apresentação! Sabem quando idealizam tanto uma coisa que já parece tão longe e impossível que acabam por não acreditar? Tive um ano de experiências inexplicáveis, de desafios insubstituíveis e de contacto fortíssimo com pessoas extraordinárias. Acreditar num ano igual ou melhor parecia-me tão pouco credível. Foi tudo tão forte que parecia irreal esperar mais. E a verdade é que adoro que me tirem o tapete debaixo dos pés.. de facto caio no chão mas tenho, finalmente, a oportunidade de parar e olhar para cima &#8211; para o céu, que não acaba! O primeiro passo para expandirmos a nossa realidade é descartar a tendência que temos de excluirmos a possibilidade de certas coisas. Era esse passo que me faltava e que vocês me fizeram dar. Sou uma pessoa que gosta de contemplar portanto imaginem o que foi entrar na sessão de apresentação e ver uma sala tão cheia – com caras familiares, com caras conhecidas e com caras novas. Isto é, pessoas que, mais ou menos, derão e dão a cara pelo GASNova. É tão emocionante! Sem falar no orgulho que é perceber que a nossa história conseguiu criar as circunstâncias para aquele momento. A partilha é o nosso tesouro mais precioso, sem dúvida. Vi caras pela primeira vez ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que entrei para o GASNova senti a magia – a presença das pessoas, com tudo o que são e vivem, e a entrega ao mundo incondicional. É o que me move.</p>
<p>Ainda assim, não queria acreditar quando entrei na sessão de apresentação! Sabem quando idealizam tanto uma coisa que já parece tão longe e impossível que acabam por não acreditar? Tive um ano de experiências inexplicáveis, de desafios insubstituíveis e de contacto fortíssimo com pessoas extraordinárias. Acreditar num ano igual ou melhor parecia-me tão pouco credível. Foi tudo tão forte que parecia irreal esperar mais. E a verdade é que adoro que me tirem o tapete debaixo dos pés.. de facto caio no chão mas tenho, finalmente, a oportunidade de parar e olhar para cima &#8211; para o céu, que não acaba! O primeiro passo para expandirmos a nossa realidade é descartar a tendência que temos de excluirmos a possibilidade de certas coisas. Era esse passo que me faltava e que vocês me fizeram dar.</p>
<p>Sou uma pessoa que gosta de contemplar portanto imaginem o que foi entrar na sessão de apresentação e ver uma sala tão cheia – com caras familiares, com caras conhecidas e com caras novas. Isto é, pessoas que, mais ou menos, derão e dão a cara pelo GASNova. É tão emocionante! Sem falar no orgulho que é perceber que a nossa história conseguiu criar as circunstâncias para aquele momento.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1672" src="http://gasnova.org/files/2012/12/Captura-de-ecrã-2012-12-16-21.56.57.png" alt="" width="526" height="356" /></p>
<p>A partilha é o nosso tesouro mais precioso, sem dúvida. Vi caras pela primeira vez que já não vejo e ainda que me custe sei que não as perdemos, posso afirmar que fazem parte de nós. Há pessoas que não se identificam connosco mas tenho a certeza que deixámos a nossa marca. Por outro lado, já vou conhecendo novos voluntários lindos de morrer &#8211; refiro-me à essência de cada um. Uns como eu, que se sentem pequeninos e perplexos perante esta dimensão da VIDA que o GASNova nos ajuda a descobrir, outros mais convictos mas todos cheios de força e determinados a mudar o mundo. De facto, darmos o nosso melhor faz com que tudo valha a pena.</p>
<p>E é absolutamente transcendente perceber que não estou sozinha neste caminho. Já sabia, porque experienciei, que tinha uns mentores – quem caminha comigo – fora de série mas é tão diferente ver tantas caras novas. Este «diferente», antes do GASNova fazer parte da minha vida, era bem capaz de me desarmar, isto é, podia por-me desconfortável por me sentir tão pequenina. Mas agora é um pontapé no rabo que adoro! Diferente porque sei que é isso mesmo que os destaca, porque sei e sinto que têm uma fonte interminável de sonhos e projectos, de motivação e acção, de iniciativa e empreendedorismo. É a individualidade de cada um que cria um nós a nossa peculiaridade de encaixe e que nos faz gritar: ESTAMOS JUNTOS!</p>
<p>Madalena Menezes, voluntária GASNova</p>
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		<title>Moçambique, na combela para voltar&#8230;</title>
		<link>http://gasnova.org/2012/11/19/mocambique-na-combela-para-voltar/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 12:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O sonho de ir a África já há muito que cá estava. Não era preciso África para crescer o bicho do voluntariado nem tão pouco para perceber que o mundo é desenhado assim: o pouco de uns é o muito de outros. Sonhava com África, desde o dia em que sonhei ser escritora. Escrever para fazer muitos livros. Fazer muitos livros, para conseguir um bom dinheiro. Conseguir dinheiro para construir uma aldeia em África. Foi o plano que elaborei aos 14 anos de idade, numa manhã igual às outras, conversando com o meu pai, enquanto caminhava para a escola. Quando soube que ia para Moçambique fiquei em pânico. Não quis admitir, não quis demonstrar, não quis afirmar a alto e bom som. Era um pânico mascarado pela adrenalina e a excitação de saber que finalmente ia começar esta aventura. Ao pisar o solo de Maputo, tinha em mim um misto de sensações e impressões indescritíveis. Foi só um pequeno passo dos meus pés, mas um gigante passo para a minha existência: ia, enfim, ser posta à prova, sentir na pele a vivência diária daquele mundo, totalmente longe da minha zona de conforto. Fui descobrindo a gente humilde, de braços calorosos e que nos abriam as janelas de par em par. Fui observando pequenas coisas, refletindo outras. Fui parando em determinados minutos para pensar. Lembro-me tão bem deste minuto pensante: estive um dia aflita porque não tinha dinheiro na mão, apesar de ter um teto, um banho quente e um prato ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O sonho de ir a África já há muito que cá estava. Não era preciso África para crescer o bicho do voluntariado nem tão pouco para perceber que o mundo é desenhado assim: o pouco de uns é o muito de outros. Sonhava com África, desde o dia em que sonhei ser escritora. Escrever para fazer muitos livros. Fazer muitos livros, para conseguir um bom dinheiro. Conseguir dinheiro para construir uma aldeia em África. Foi o plano que elaborei aos 14 anos de idade, numa manhã igual às outras, conversando com o meu pai, enquanto caminhava para a escola.</p>
<p>Quando soube que ia para Moçambique fiquei em pânico. Não quis admitir, não quis demonstrar, não quis afirmar a alto e bom som. Era um pânico mascarado pela adrenalina e a excitação de saber que finalmente ia começar esta aventura. Ao pisar o solo de Maputo, tinha em mim um misto de sensações e impressões indescritíveis. Foi só um pequeno passo dos meus pés, mas um gigante passo para a minha existência: ia, enfim, ser posta à prova, sentir na pele a vivência diária daquele mundo, totalmente longe da minha zona de conforto.</p>
<p>Fui descobrindo a gente humilde, de braços calorosos e que nos abriam as janelas de par em par. Fui observando pequenas coisas, refletindo outras. Fui parando em determinados minutos para pensar. Lembro-me tão bem deste minuto pensante: estive um dia aflita porque não tinha dinheiro na mão, apesar de ter um teto, um banho quente e um prato cheio. O que seria realmente a riqueza de um dia, ter um monte de papel na mão ou ter aquele acolhimento delicioso que me tinham dado desde que chegara?</p>
<p>Comecei a sentir a felicidade daqueles miúdos de cor de chocolate e olhos de mel. Corriam pelas ruas, atrás dos pneus, alguns deles sem sapatos e cobertos do pó amarelo e seco da estrada, com sorrisos estampados no rosto. Enquanto eu percorria as ruas a fotografar gentes distraídas, eles de imediato vinham ter comigo, pedindo para aparecer na máquina, fascinados por verem imagens de si mesmos, captadas por mim. Senti-me mágica.</p>
<p>Sem eles saberem, estes miúdos fizeram-me compreender tanto. Lembraram-me meninos que em dias passados eu conheci, porque tiveram de ir para Portugal, ao abrigo do acordo para a cooperação para a saúde e que, muitas vezes, acabavam por deixar a família longe. Percebi ali a dificuldade que alguns meninos têm para se adaptarem aos costumes portugueses. Em Moçambique, são livres, correndo pelas ruas, rebolando no pó amarelo, cantando e dançando. Em Portugal são obrigados a ficar sentados nas cadeiras, horas seguidas, a decorarem coisas da escola, a horas estruturadas e tempos certos, tempos esses que Moçambique não conhece.</p>
<p>“Estou à espera do que o vento me traz”, foi o que a Toninha, sentada num banco a olhar para o vazio durante minutos seguidos, me ensinou. Por isso é que conheço a ausência do tempo em Moçambique, foi ela quem me revelou este segredo. E, até agora, não encontrei frase que caracterize melhor o povo que conheci ali.</p>
<p>Mas foi difícil para mim, escrava do tempo, em constante ação e correndo, não atrás de pneus, mas atrás do dia com medo que ele acabasse, sem eu ter feito metade do que planeei. E, por isso, em momentos mais angustiantes vividos nesta aventura, porque também os houve, e desengane-se quem pensa que eles não existem, eu revoltei-me. Vi olhos tristes e gente estática, que não se mexe, não age, deixa-se só ficar. Ali. Todo o dia. E que depois agradecem a Deus, pedem que não os leve já. Mas que Deus? Como podem ter fé vivendo assim? Ultrapassava-me, não conseguia compreender, era mais forte do que eu. Até a Toninha me ensinar e eu aprender.</p>
<p>E voltei a encontrar beleza nesta terra de cheiros e sabores, de ares puros onde tudo é natural, onde a papaia cai quando tem de cair, e o coco é doce quando nasce no sítio certo. Onde recebi os abraços mais sinceros e os sorrisos mais quentes. Descobri que não é de uma nova aldeia construída por mim que esta terra precisa. Aprendi que eles têm a sua cultura brilhante, as suas rotinas construídas, os seus valores definidos, os seus próprios tempos para crescer, à sua maneira. São como eu e diferentes de mim. Não é essa a essência do mundo? Posso promover determinadas aprendizagens, com as ferramentas que levo e as capacidades que eles me dão. Assim, conhecemo-nos e aprendemo-nos mutuamente. E o meu sonho ganhou um novo rumo, ganhou outras asas.</p>
<p>O pior desta aventura, foi despedir-me deles. O meu coração ficou tão apertado que comecei a chorar. Há uma simplicidade enorme nas vidas desta gente, e eles sabem ser felizes e irradiar tanta alegria de forma tão pura. Tenho que vos segredar: este povo fascina-me. Têm corações grandes e dançam como se não houvesse amanhã. Agradeceram, desejando-nos o melhor para a vida e perguntando quando regressávamos. Entre lágrimas, esbocei um sorriso ao ar. Não lhes podia prometer que algum dia os voltaria a ver. Embora, e eles sabem melhor que ninguém, estejamos juntos.</p>
<p>Mas a ti, Moçambique, a ti prometi-te, sem sombras de dúvida: um dia volto-te a ver.</p>
<p><a href="http://gasnova.org/files/2012/11/524527_181978508603386_487246298_n.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1637" src="http://gasnova.org/files/2012/11/524527_181978508603386_487246298_n.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a></p>
<p>Sara Paulus, voluntária em Matola, Moçambique</p>
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		<title>uma etnia de tradições, costumes e carácter</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 07:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Borboletas no estômago, nervoso miudinho e riso descontrolado foram as primeiras sensações que conheci quando me encontrei perante a entrada que dava acesso ao bairro. Ao fundo, um grupo reunia-se em conversa junto a uma árvore. Avançámos. Foi para nós, um dos grupos em Missão do GASNova, como tudo começou e como, pelo menos para mim, toda uma experiência surgiu que vai permanecer na memória até sempre. No início era complicado decorar todos os nomes, todas as caras, tão parecidas e diferentes ao mesmo tempo. Afinal, estamos a falar de uma família de, basicamente, 60 elementos, todos relacionados de certa forma entre si. Ciganos. Ciganos? Sim, ciganos, como tão orgulhosamente eles afirmam e como tão surpreendida eu fiquei por encontrar uma etnia que, ao fim ao cabo, é totalmente portuguesa, mas que de uma maneira única mantém as suas tradições, costumes e carácter – que apesar de tudo nota-se como acompanhou o avanço da modernidade. A minha opinião sobre esta comunidade, em si, é simples e complexa ao mesmo tempo: se por um lado foram muito educados, interessados, sedutores, misteriosos e interessantes, por outro fica sempre aquela ideia de imenso comodismo que os caracteriza e que é verdadeira, salvo raras exceções. Mas isso não eliminou, de todo – pelo contrário -, a vontade de conhecê-los mais, de compreendê-los e de matar as saudades que já existem. Os pequeninos eram deliciosos e uma dor de cabeça. Uns pequenos selvagens cheios de personalidade e de carinho para dar e vender. Uns mais ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1623" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://gasnova.org/files/2012/11/joana.jpg"><img class="wp-image-1623    " src="http://gasnova.org/files/2012/11/joana.jpg" alt="" width="590" height="179" /></a><p class="wp-caption-text">Missão + Perto, Vendas Novas, Portugal</p></div>
<h3>Borboletas no estômago, nervoso miudinho e riso descontrolado foram as primeiras sensações que conheci quando me encontrei perante a entrada que dava acesso ao bairro. Ao fundo, um grupo reunia-se em conversa junto a uma árvore. Avançámos.</h3>
<p>Foi para nós, um dos grupos em Missão do GASNova, como tudo começou e como, pelo menos para mim, toda uma experiência surgiu que vai permanecer na memória até sempre.</p>
<p>No início era complicado decorar todos os nomes, todas as caras, tão parecidas e diferentes ao mesmo tempo. Afinal, estamos a falar de uma família de, basicamente, 60 elementos, todos relacionados de certa forma entre si.</p>
<p>Ciganos. Ciganos? Sim, ciganos, como tão orgulhosamente eles afirmam e como tão surpreendida eu fiquei por encontrar uma etnia que, ao fim ao cabo, é totalmente portuguesa, mas que de uma maneira única mantém as suas tradições, costumes e carácter – que apesar de tudo nota-se como acompanhou o avanço da modernidade.</p>
<p>A minha opinião sobre esta comunidade, em si, é simples e complexa ao mesmo tempo: se por um lado foram muito educados, interessados, sedutores, misteriosos e interessantes, por outro fica sempre aquela ideia de imenso comodismo que os caracteriza e que é verdadeira, salvo raras exceções. Mas isso não eliminou, de todo – pelo contrário -, a vontade de conhecê-los mais, de compreendê-los e de matar as saudades que já existem.</p>
<p>Os pequeninos eram deliciosos e uma dor de cabeça. Uns pequenos selvagens cheios de personalidade e de carinho para dar e vender. Uns mais difíceis de conquistar que outros, mas todos eles com imenso potencial que deveria ser aproveitado e estimulado. Claro que é complicado. Muito mesmo&#8230; Mas é isso que jovens como nós, como o GASNova, tentam fazer: criar um entendimento, uma partilha, para que no futuro estas crianças tentem almejar algo e lutem pelos seus sonhos, ciganos ou não – isso não interessa -, e para que haja cada vez mais uma maior inclusão desta etnia interessantíssima. Claro que muito tem de mudar, porém o desejo não deve ser o de “mudá-los”, mas sim o de abrir horizontes e construir uma cidadania mais global e fora de preconceitos errados.</p>
<p>Como alguém de lá dizia, “há pessoas más e pessoas boas em todo o lado. Os ciganos também são assim”.</p>
<p>Foi todo um turbilhão de sentimentos, desde a euforia à completa frustração. Um verão imensamente bem aproveitado, como ninguém acredita. Só quem o viveu sabe o seu valor.</p>
<p>Joana Damas, voluntária na Missão + Perto (Vendas Novas, Portugal)</p>
<dl>
<dt></dt>
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		<title>Dois mundos e culturas diferentes com pessoas e corações iguais</title>
		<link>http://gasnova.org/2012/11/12/dois-mundos-culturas-diferentes-pessoas-coracoes-iguais/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 16:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acordei e, sabendo que tinha um dia inteiro de trabalho pela frente e poucas horas de descanso tinham ficado para trás, parecia que tinha um enorme penedo em cima de mim que me impedia de levantar. Entretanto, naquela passagem do sonho à realidade, do sono à atividade, Nhambira veio-me à cabeça. Aqueles miúdos que certamente há horas já se tinham levantado e naquele momento estariam dentro da sala de aula com 80 pessoas de todas as gerações, as mulheres, com os bebés às costas enrolados na capulana, que já há muito suavam sob sol africano na machamba de mandioca e batata-doce ou transportando litros de água na cabeça para os afazeres do dia, os homens que certamente estariam no caminho para Nhangau ou até mais longe, nas bicicletas carregadas com quilos e quilos de carvão ou então que se cruzavam com outros que tratavam de ir vender Lola e Corvina seca pescada naquelas manhãs de nevoeiro entre troncos escavados que dava para o sustento do dia. O que me poderia demover de me levantar de uma cama acolchoada e do leite com cereais que me esperava na despensa? De poder lavar os dentes com água corrente sem ter o risco de apanhar cólera ou febre tifoide, de poder tomar banho de chuveiro e água quente, de poder calçar as botas e não correr o risco de que mataquenhas, insetos parasitas, me perfurem a pele? Não vou dizer que eles sintam falta de tudo o que disse, porque verdadeiramente nunca ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acordei e, sabendo que tinha um dia inteiro de trabalho pela frente e poucas horas de descanso tinham ficado para trás, parecia que tinha um enorme penedo em cima de mim que me impedia de levantar.</p>
<p>Entretanto, naquela passagem do sonho à realidade, do sono à atividade, Nhambira veio-me à cabeça. Aqueles miúdos que certamente há horas já se tinham levantado e naquele momento estariam dentro da sala de aula com 80 pessoas de todas as gerações, as mulheres, com os bebés às costas enrolados na capulana, que já há muito suavam sob sol africano na machamba de mandioca e batata-doce ou transportando litros de água na cabeça para os afazeres do dia, os homens que certamente estariam no caminho para Nhangau ou até mais longe, nas bicicletas carregadas com quilos e quilos de carvão ou então que se cruzavam com outros que tratavam de ir vender Lola e Corvina seca pescada naquelas manhãs de nevoeiro entre troncos escavados que dava para o sustento do dia. O que me poderia demover de me levantar de uma cama acolchoada e do leite com cereais que me esperava na despensa? De poder lavar os dentes com água corrente sem ter o risco de apanhar cólera ou febre tifoide, de poder tomar banho de chuveiro e água quente, de poder calçar as botas e não correr o risco de que mataquenhas, insetos parasitas, me perfurem a pele?</p>
<p>Não vou dizer que eles sintam falta de tudo o que disse, porque verdadeiramente nunca viveram dessa forma. Como eles dizem “o corpo habitua” à realidade que a mente conhece, e aguenta das 20 às 14, depois de muito suor e trabalho, diariamente e em jejum. Mas como encarar agora o meu dia-a-dia compreendendo de coração esta outra realidade? Vivem eles revoltantemente abaixo do aceitável ou somos nós que virtualmente nascemos e vivemos na parte do mundo que vive à custa da outra? Mas o que faço? Deixo de ter frigorífico porque sei que não haveria cobre no mundo se todos os que atualmente habitam neste planeta quisessem guardar os restos do jantar do dia anterior? Guardar restos? Que conceito é esse para quem passa o janeiro e o fevereiro sem nada para pôr no prato?</p>
<p>Qual é a solução? Ensinar-lhes que devem explorar as reservas de carvão e gás natural até ao tutano? Para alimentar quem? Os capitalistas estrangeiros, a elite corrupta e os países como o meu com Ikeas, remodelações frequentes da mobília de casa porque “é preciso e fica bem” e 3 carros por família? Para continuar a promover esta devastação ecológica? Até onde? Até onde os recursos também finitos da “África inexplorada” chegarem ao fim mais cedo e muito mais rápido do que é possível para que uma sociedade melhore as condições de vida? Ensinar-lhes a praticar a usura, a levar-lhes a burocracia que atafulha o quotidiano de qualquer um de nós ou o stress e a depressão tão comum na nossa realidade?</p>
<p>“Espero pelo que vento há-de trazer”, diziam. E estará errado essa forma de viver os dias? Por que achamos nós que o certo é ter de planear a semana, programar o mês, definir um ano e uma vida? Por que não viver somente o próprio dia?</p>
<p>O dia seguiu, e depois de horas sem fim a ouvir uma lista de fármacos e o seu modo de atuação ou a analisar lâminas de laboratório com patologias, já cansado e farto, voltei-me a lembrar, entre os diapositivos intermináveis projetados no anfiteatro, dos miúdos de Nhambira. Um despertar às 4 da manhã, transportar quilos de mandioca sobre a cabeça para pagar o teste &#8211; que significa passar ou chumbar -, um regressar sob o calor tropical em chinelos rebentados por mais duas horas e só às 14 comer pela primeira vez no dia e no fim disto tudo, chegar ao fim do dia e ter toda a energia para pedir explicações e trabalhos de casa para aprender aquilo que numa sala com três vezes mais pessoas que cadeiras não foi possível, é algo que me faz pensar em como é possível eu sentir-me cansado.</p>
<p>Eu queixo-me das oportunidades que tenho e eles resistem às que lhes são negadas.</p>
<p>Foram dois meses de uma incessante aprendizagem, de uma inexplicável vivência, de uma viagem interior indescritivelmente mágica e inesquecível. Trouxe muito, imenso, mas também fiz para que ficasse qualquer coisa. E por eles valeu a pena? Não devia falar sem ser em meu nome, mas tantas vezes quis agradecer sem conseguir esboçar mais do que um sorriso, tantas vezes senti as lágrimas lutarem pela liberdade, que acho que sim, valeu mesmo a pena.</p>
<p>Eu vim sem respostas e ainda com mais perguntas, revoltado e ansioso por mudar o mundo, nem que esse mundo seja só o do meu lar ou o do meu círculo de amigos chegados. Por lá, fiz por deixar perspetivas de um mundo para além do que puderam até agora conhecer, sorrisos que nem eu nem eles jamais esqueceremos, a importância de lutar para que o filho tenha uma vacina quando nada promove que isso aconteça, ou que o miúdo tenha de comer o mais diversificado e repetidamente ao longo do dia, ou que o sonho, a vontade e o acreditar de que podem dar aos seus filhos uma vida com aquilo que tanto sentiram falta e injustiça na deles, e de que o país de onde eu venho, o dos brancos, dos “muzungos”, não é assim tão paradisíaco como às vezes o imaginam. E se eles jovens podem lutar para ter uma vida melhor do que a dos pais, cá, os jovens como eu, vivem na perspetiva de descerem no nível de vida. E disso estou certo: é mais fácil ser-se pobre e assim continuar, do que nascer rico e conhecer a pobreza.</p>
<p><a href="http://gasnova.org/files/2012/11/534316_188713644596539_462712950_n1.jpg"><img src="http://gasnova.org/files/2012/11/534316_188713644596539_462712950_n1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Terá ficado alguma coisa do que lhes tentei transmitir? Espero que sim, acredito que sim, e sinto-me cada vez mais convicto de que o que eles precisam não é que lhes ensinemos o nosso modo de encarar a vida, porque não é mais certo do que o deles. Mas sim, levar-lhes a educação por tantos motivos e a tantos negada, para que eles, no seu modo de ver e viver, lutem por aquilo que achem mais justo e mais certo. A saúde, essa também é fundamental, mas como ainda não sou médico para tratar de pessoas, não sou político para criar hospitais, nem deus para multiplicar profissionais de saúde proporcionais ao número populacional, resta-me estudar para quem sabe, um dia levar o meu saber, transmiti-lo e aplicá-lo onde senti que fazia tanta falta.</p>
<p>Se a minha vida, pelo que vi e vivi, se deve aproximar à deles e por isso renunciar àquilo que é comum na minha sociedade e entre aqueles com quem me relaciono? Talvez não.</p>
<p>Se a vida deles seria mais feliz se se aproximasse da minha? Certamente que não. Nunca vi tanta força e tanta alma naquelas danças à fogueira, como naquele céu tão escuro e tão estrelado de Nhambira.</p>
<p>Para eles, como para nós, dói igualmente ver um amigo ou um familiar morrer e isso é algo que qualquer irmão, pai ou mãe lá já sentiu, mas talvez também por isso, nunca conheceram tantas pessoas em que a quimioterapia correu mal, em que alguém se suicidou, ou alguém que tem Alzheimer ou Parkinson como eu. Qual é melhor? Não sei.</p>
<p>O que percebi é que em todo o lado, por mais difícil que às vezes se possa imaginar, há felicidade e há alegria entre as pessoas, e não há bem material, teoria ideológica ou religião espiritual, que me faça convencer de que há uma só forma, ou a melhor forma, de se conseguir atingir aquilo que em todo lado, qualquer um, mais valoriza na sua vida: amor na própria vida e na vida daqueles com quem nos relacionamos.</p>
<p><em>escrito por Tomás Melo Bandeira</em></p>
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		<title>TENS PLANOS PARA AMANHÃ?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 15:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sessão de Apresentação &#8211; Caminhada GASNova 2013 SEGUE AS PEGADAS! Para mais informações vai até à página de contactos ou segue-nos através do facebook. Conhece um pouco mais sobre os Voluntários Agentes de Transformação Social 2012. &#160;]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2>Sessão de Apresentação &#8211; Caminhada GASNova 2013</h2>
<h3>SEGUE AS PEGADAS!</h3>
<div class="styled-image alignright" ><a href="http://gasnova.org/files/2012/11/cartaz-gasnova-2013.jpg" class="popup" title="" ><img src="http://pafonso.com/wp-content/blogs.dir/2/files/2012/11/cartaz-gasnova-2013-607x858.jpg" width="607" height="858" alt="" class="alignright" /></a></div>
<p>Para mais informações vai até à página de <a title="Contactos" href="http://gasnova.org/contactos/">contactos</a> ou segue-nos através do <a href="http://facebook.com/gasnova">facebook</a>.</p>
<p>Conhece um pouco mais sobre os Voluntários <a title="Agentes de Transformação Social" href="http://gasnova.org/agentes-de-transformacao-social/">Agentes de Transformação</a> Social 2012.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Project Lab: 6 projectos em 48h</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como criar 6 projectos de empreendedorismo social em 48h Através de uma metodologia inovadora, vinte e dois jovens criaram seis projectos de intervenção social para Portugal, Cabo Verde e Moçambique no primeiro Project Lab do GASNova. “Foi algo que nunca tinha sido feito: em apenas 48h conseguimos que os voluntários se envolvessem com os problemas, compreendessem as suas causas e criassem soluções inovadoras, reais e com aplicação imediata”, explicou Pedro Afonso, presidente do GASNova. Inspirada na metodologia de Bootcamp de Empreendedorismo Social, do Instituto de Empreendedorismo Social &#8211; cujo presidente, Miguel Alves Martins, foi um dos fundadores do GASNova – esta acção permitiu chegar a 6 soluções com aplicação junto das comunidades seleccionadas. Com a partida para missão marcada para Agosto, os projectos criados neste fim-de-semana vão continuar a ser desenvolvidos e aperfeiçoados pelos voluntários que irão aplicá-los no terreno. Maria João Lopes, uma das coordenadoras do GASNova e monitora do bootcamp, acredita que “estes projectos podem fazer toda a diferença”. Um dos factores que garante o sucesso de implementação dos projectos nas comunidades, é o envolvimento dos voluntários desde a fase inicial. “Este Project Lab e este método teve um grande impacto em mim: despertou-me para o facto de estas missões serem reais e de nós podermos efectivamente contribuir para os projectos. Fez-nos sentir como “criadores” e como pessoas que realmente têm a oportunidade de mudar uma situação e isso é algo incomensurável”, afirmou a voluntária Tânia Mendes, 25 anos. Mas, de acordo com o presidente do grupo de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Como criar 6 projectos de empreendedorismo social em 48h</h2>
<p style="text-align: justify;"><div class="styled-image alignright" ><a href="http://gasnova.org/files/2012/05/projectlab.png" class="popup" title="" ><img src="http://pafonso.com/wp-content/blogs.dir/2/files/2012/05/projectlab-250x273.png" width="250" height="273" alt="" class="alignright" /></a></div></p>
<p style="text-align: justify;">Através de uma metodologia inovadora, vinte e dois jovens criaram seis projectos de intervenção social para Portugal, Cabo Verde e Moçambique no primeiro Project Lab do GASNova.</p>
<p style="text-align: justify;">“<em><strong>Foi algo que nunca tinha sido feito: em apenas 48h conseguimos que os voluntários se envolvessem com os problemas, compreendessem as suas causas e criassem soluções inovadoras, reais e com aplicação imediata</strong></em>”, explicou Pedro Afonso, presidente do GASNova.</p>
<p style="text-align: justify;">Inspirada na metodologia de Bootcamp de Empreendedorismo Social, do <a title="Instituto de Empreendedorismo Social" href="http://ies.org.pt/">Instituto de Empreendedorismo Social</a> &#8211; cujo presidente, Miguel Alves Martins, foi um dos fundadores do GASNova – esta acção permitiu chegar a 6 soluções com aplicação junto das comunidades seleccionadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a partida para missão marcada para Agosto, os projectos criados neste fim-de-semana vão continuar a ser desenvolvidos e aperfeiçoados pelos voluntários que irão aplicá-los no terreno. Maria João Lopes, uma das coordenadoras do GASNova e monitora do bootcamp, acredita que “<em><strong>estes projectos podem fazer toda a diferença</strong></em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos factores que garante o sucesso de implementação dos projectos nas comunidades, é o envolvimento dos voluntários desde a fase inicial. “<em><strong>Este Project Lab e este método teve um grande impacto em mim: despertou-me para o facto de estas missões serem reais e de nós podermos efectivamente contribuir para os projectos. Fez-nos sentir como “criadores” e como pessoas que realmente têm a oportunidade de mudar uma situação e isso é algo incomensurável</strong></em>”, afirmou a voluntária Tânia Mendes, 25 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, de acordo com o presidente do grupo de acção social, isso não basta. “<em><strong>A melhor maneira de implementar soluções sustentáveis passa por envolver as comunidades na construção da própria solução, em vez insistirmos simplesmente em chegar lá e impor a solução ou oferecer-lhes o que eles não têm</strong></em>”, afirmou Pedro Afonso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como tal, as soluções encontradas não procuram uma resolução pontual, mas sim uma solução a médio-longo prazo criada em conjunto com as próprias populações. &#8220;<em><strong>Durante o fim de semana trabalhou-se não só na solução e o seu planeamento, mas também na garantia de medição do impacto social atingido</strong></em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa segunda fase, os projectos necessitam de encontrar parceiros locais estratégicos, nomeadamente em Vendas Novas (PT), na Beira (Moçambique) e no Paúl (Cabo Verde), bem como financiamento junto de diversas empresas e entidades despertas para o empreendedorismo social.</p>
<p style="text-align: justify;">Fundado em 1999 por alunos da Universidade Nova de Lisboa, o GASNova reúne jovens das mais variadas áreas, nomeadamente da saúde, informática, educação, biologia e comunicação. Este grupo de acção social visa aproximar os Jovens dos maiores desafios do mundo e, através da sensibilização, formação e mobilização, fazer dos jovens novos agentes desencadeadores de transformação social.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div style=" width: 100%; clear:both; line-height:0; height:0; overflow:hidden; "></div>]]></content:encoded>
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		<title>ODWS4</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 23:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<title>ODWS3</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 23:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<title>ODWS2</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 23:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>GASNova</dc:creator>
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		<title>ODWS1</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 23:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Afonso</dc:creator>
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